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          <dc:title>&lt;b&gt;Apropriação Social do Conhecimento como possibilidade de diálogos entre saberes tradicionais e científicos sobre bem-estar de povos originários_Conjunto de Dados&lt;/b&gt;</dc:title>
          <dc:creator>Vivaz Bandeira (24726349)</dc:creator>
          <dc:subject>Law and society and socio-legal research</dc:subject>
          <dc:subject>Apropriação Social do Conhecimento</dc:subject>
          <dc:subject>Diálogo de saberes</dc:subject>
          <dc:subject>Saberes tradicionais</dc:subject>
          <dc:subject>Conhecimentos científicos</dc:subject>
          <dc:description>&lt;p dir="ltr"&gt;&lt;b&gt;Introdução:&lt;/b&gt; A compreensão do bem-estar dos povos originários afro-brasileiros e angolanos demanda uma abordagem inter e transdisciplinar que distinga e articule diferentes saberes, dentre os quais os saberes tradicionais e científicos. Os saberes tradicionais constituem sistemas complexos de conhecimento transmitidos por oralidade, intrinsecamente vinculados a territórios e biodiversidade, possuindo rigor lógico equiparável ao pensamento científico, embora organizado sob racionalidade distinta. Em contraposição, o saber científico hegemônico, ancorado no modelo biomédico, caracteriza-se por abordagem analítica e reducionista, historicamente classificando os demais saberes como mito ou crença, numa postura de arrogância epistemológica que produziu epistemicídio. &lt;b&gt;Objetivos:&lt;/b&gt; Analisar a Apropriação Social do Conhecimento (ASC) como possibilidade de diálogo horizontal entre saberes tradicionais e científicos, voltado à promoção do bem-estar de povos originários de Angola e comunidades afro-brasileiras, superando assimetrias históricas e coloniais. &lt;b&gt;Métodos: &lt;/b&gt;Pesquisa qualitativa exploratório-descritiva, baseada em levantamento bibliográfico e análise documental de dois documentos oficiais colombianos: a Estratégia Nacional de Apropriação Social da Ciência, Tecnologia e Inovação (2010) e a Política Pública de Apropriação Social do Conhecimento no Marco da Ciência, Tecnologia e Inovação (2021). Foram estabelecidas categorias de análise correspondentes às linhas de ação (participação cidadã, comunicação Ciência, Tecnologia e Sociedade, transferência de conhecimento, gestão do conhecimento) e aos princípios da ASC (reconhecimento do contexto, participação, diálogo de saberes, transformação, reflexão crítica). A interpretação dos dados seguiu abordagem dialética, confrontando as categorias com a literatura especializada. &lt;b&gt;Resultados: &lt;/b&gt;Os achados evidenciam que a ASC, ao superar modelos deficitários de comunicação da ciência, propõe relação dialógica horizontal e participativa entre saberes, rompendo com a lógica de mera transferência de conhecimento. Os princípios da ASC oferecem base ética e metodológica para diálogos nos contextos de Angola e Brasil, ao valorizar contextos locais, garantir participação comunitária e promover encontros equitativos entre diferentes visões de mundo. Contudo, a efetividade desse diálogo exige vigilância epistemológica para evitar nova forma de apropriação colonial, incorporando dimensões jurídicas do Protocolo de Nagoya e os princípios CARE. &lt;b&gt;Considerações finais&lt;/b&gt;: O diálogo entre saberes tradicionais e científicos é urgência epistemológica e política, especialmente em contextos marcados pelo colonialismo. A ASC constitui ferramenta promissora, desde que implementada com resistência às lógicas neoliberais de captura e com construção coletiva de espaços pautados por respeito, horizontalidade e justiça cognitiva, reconhecendo os saberes tradicionais como sistemas autônomos e legítimos.&lt;/p&gt;</dc:description>
          <dc:date>2026-10-01T01:15:01Z</dc:date>
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